Porque recordar é viver #5

Hoje começa mais um Tour de France e mesmo sem tempo para uma análise profunda sobre o que ai vem, não podia deixar passar este dia sem recordar alguns dos momentos fantásticos que os atletas desta modalidade já proporcionaram ao público. Que o Tour de 2011, como prova mais importante do ciclismo de estrada, deixe uma boa imagem desta modalidade e nos proporcione grandes momentos para mais tarde recordar.

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Interesting #3

Já Richard Bach dizia: “As coisas mais simples são normalmente as mais verdadeiras”. Eu diria que o mesmo se pode dizer destas frases.

Imagens de Alex Noriega

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O tempo, a vida e a dor.

O tempo passa sem nós darmos por ele. Parece que quanto mais velhos mais depressa ele corre. Ai o tempo! Um artefacto que nem sempre tem o melhor aproveitamento da nossa parte e isso às vezes traz consequências. O tempo é vida. A vida é feita de momentos bons e maus.

Os bons são para mais tarde recordar porque afinal sempre se diz e bem que recordar é viver. Já os maus, os maus… esses servem muitas vezes para compreendermos o que não compreendíamos antes, para nos interrogarmos sobre o que é a nossa vida e o pior de tudo, para sofrermos. Se momentos destes são ultrapassados sem consequências e ainda tiramos algo de positivo deles quando tudo acaba bem, óptimo!

Se por outro lado são alturas pura e simplesmente (simplesmente como quem diz) de dor e agonia a história é outra. A vida é outra! Perdas terríveis que deixam vazios dentro de nós que nunca serão colmatados. Cada um é como é e ninguém é substituível por ninguém. Tristes dias os destes momentos, porque a partir dali vai sempre faltar qualquer coisa. Momentos que outrora foram banais agora que já não se vão repetir mais chega-se à conclusão que não eram banais nem descartáveis mas únicos.

Triste fado? Sem dúvida, principalmente quando tudo corre contra nós. Triste vida? Diria antes triste tempo que infelizmente para muitos não pode ser manipulado. Repito! A vida é feita de momentos bons e maus. O que não acrescentei previamente foi que alguns são previsíveis e facilmente controlados enquanto que outros são impensáveis. De tal forma imprevisíveis que na maioria dos casos nem a capacidade mais extraordinária de previsão dos acontecimentos nem a maior intuição podem ajudar.
É um dado adquirido. O ser humano tem momentos que não consegue prever, controlar ou sequer imaginar para o seu próprio bem… e mal. Depois deles acontecerem é sempre tudo muito fácil, e fala-se muito bem mas é DEPOIS.

Concluo com um até logo à dor e ao sofrimento! Porque ambos existem, estão presentes neste mundo e podem voltar a surgir nas nossas vidas em qualquer altura. Mas até lá, que venha a alegria, a felicidade, os sorrisos e os bons momentos que os que ainda cá estão nos podem proporcionar. Não é possível preencher os vazios que ficam nos nossos corações mas há sempre espaço para acrescentar mais alguém no vermelhinho.

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Porque recordar é viver #4

Na semana em que decorreu o Festival da Eurovisão da Canção que ocorreu em Dusseldorf e que consagrou o Azerbaijão como grande vencedor nada melhor que recordar algumas músicas vencedoras de anos anteriores. Desfrutem e parabéns Azerbaijão 🙂

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Parabéns Regra 3 Simples!


Faz hoje precisamente um ano que criei este blog intitulado Regra 3 Simples. Dei-lhe este nome provavelmente porque foi das coisas mais úteis que aprendi na vida. Não sei se dizer se esperava mais ou menos em termos de visitas, comentários e coisas do género. A verdade é que no inicio não tinha muito bem a noção que expectativas criar daí que as arrumei para o lado. Mas teve coisas que foram claramente positivas.

Começo logo por destacar a minha escrita. Nunca fui grande escritor e por muito mau que continue tenho a certeza que evolui alguma coisa desde o meu primeiro post até ao último em termos de escrita, estrutura e vocabulário.
Além disso, temos a pesquisa de informação. Criar um post sobre um determinado assunto requer pesquisar, muitas vezes traduzir e claro, tratar a informação. Este processo implicitamente permite-me logo adquirir muita informação que desconhecia.
Basicamente, estes dois aspectos são os benefícios “automáticos” de qualquer pessoa que tenha um blog.

No outro lado da moeda, um blog a sério tem de ser frequentemente actualizado e trabalhado e isso da minha parte nem sempre ocorreu. Se analisar bem nem é de todo anormal afinal isto nunca foi uma prioridade minha mas sim uma espécie de passatempo educativo e informativo.

Termino com o desejo de que daqui a um ano esteja outra vez aqui a escrever o que não é garantido nem necessariamente mau. A questão é que isto ainda não é bem a minha ideia do projecto ideal. Um blog generalista não é das melhores apostas na minha perspectiva mas pode ser o ponto de partida para algo com mais qualidade e mais sério que é o que procuro. Veremos o que a vida e as minhas ideias me permitem. Feliz Aniversário!

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O efeito Bin Laden

Osama Bin Laden está morto. Pelo menos é o que os Estados Unidos dizem. Depois de tantos anos na caça ao homem parece que finalmente o apanharam.

Tenho então de confessar que é nestas alturas que me sinto dividido. Posso descrever como uma relação causa-consequência em que detesto a causa mas até gosto da consequência. Pareço maluco! A dizer que não fiquei contente com uma noticia que os americanos festejaram fortemente. O meu problema não é esse. Eu até gostei da noticia, o problema é as sensações que ela me transmite. Digamos que me sinto um completo ignorante. Faz-me lembrar a carga de acontecimentos que me passa nas costas. A mim e a 98% da população mundial.

Voltemos ao 11 de Setembro onde tudo começou. Tantos anos depois já toda a gente conhece as duas principais teorias deste acontecimento. Uma foi a noticia da hora, os E.U.A. sofreram realmente uma ataque por parte da força terrorista Al-Qaeda e daí surgiu a guerra no Iraque. A outra é a que aparece em documentários e é explicada em sites como este que dão a entender que tudo foi forjado pelos americanos de modo a surgir a guerra que à partida seria do seu interesse por várias razões.

São acontecimentos como estes que me fazem lembrar o ignorante que eu sou, por isso é que não gosto deles. Felizmente que hoje em dia a informação também surge através de documentários e da Internet que são meios mais livres e aparecem muitas vezes factos que nos são ocultos noutros media. Se tal não existisse a esta hora era um “tapadinho” que engolia tudo o que é contado pelos poderosos deste mundo. Assim pelo menos tento abrir os olhos e perceber o que se passa à minha volta.

De volta ao presente chega então a noticia que Osama Bin Laden morreu. Depois de tudo isto só da mesmo para pensar, morreu mesmo? Senão foi então é porque já estava morto ou foi capturado pelos E.U.A. em segredo. Ninguém no seu juízo normal anuncia a falsa morte de alguém sob risco de este aparecer. Pior do que isto só mesmo a história de atirarem o corpo ao mar. Com ou sem tradição islâmica deixa as suas dúvidas.
Para completar a teoria, a cereja no topo do bolo, Bin Laden estava todo desfigurado e como tal não vai haver foto para ninguém. Não querem que tenha um efeito incendiário e que pode ferir susceptibilidades.

Percebem agora o porquê de gostar da consequência? Porque me permite discutir com outras pessoas o que realmente se terá passado. Partilhar as teorias da minha ingénua cabeça com as dos outros sejam elas estúpidas ou coerentes.
Não quero com isto duvidar das intenções da Al-Qaeda. Claro que não são anjinhos nenhuns nem se espera nada de bom da parte deles. Mas não posso deixar de me questionar sobre o que realmente se tem passado e se os Norte-Americanos são tão bons como se pintam. Sinceramente, acho que nunca vou saber preto no branco o que se passou, nem eu nem muita gente. Revoltante!

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O Futebol Português

Já falta menos de um mês para a final da Liga Europa em Dublin. Assegurado está que iremos ter duas equipas portuguesas numa final de uma competição europeia. Melhor dizendo, aparentemente portuguesas!

Se olharmos com atenção para os plantéis de Benfica, Braga e Porto rapidamente percebemos que são três equipas claramente sul-americanas, de portuguesas têm muito pouco. Por outro lado, na parte do staff técnico temos três treinadores portugueses que até são de gerações diferentes por isso não podemos dizer que foi uma boa geração que apareceu por acaso. Esta é a situação actual dos principais clubes portugueses.
Vamos analisar a selecção nacional portuguesa. Não é mentira nenhuma que está bem apetrechada de grandes talentos. Uns que ainda se mantêm pelo futebol português, outros que hoje em dia já são as estrelas dos colossos europeus. Não foi por acaso que ganhamos 4-0 à selecção campeã do mundo há uns meses atrás. Só não foi mais porque o árbitro não deixou.

Agora pergunto-me a mim mesmo, para quê continuar com esta mentalidade estúpida e irresponsável que diz que o que vem de fora é que é bom? Passo a explicar. Todos os anos, Benfica, Porto e Sporting gastam milhões a contratar futebolistas estrangeiros. Para quê? Porque é que vamos lá fora sem procurar em Portugal primeiro? O que não falta cá é gente com talento e gosto pelo futebol. Não quero com isto dizer que é errado a procura internacional. Há sem dúvida jogadores fora de série lá fora que quando vêm jogar para o nosso campeonato só o enriquecem. Mas a verdade é que a maioria dos que vêm provavelmente arranjamos melhor ou tão bons como eles cá dentro.

O pior de tudo é que isto deixa consequências graves. Olhem para o Sporting! Onde é que vai parar este grande que já não tem dinheiro para investir? E estamos a falar de um clube que até lucrou uns bons milhões com jogadores das suas camadas jovens nos últimos anos, senão onde é que este clube já não andava.

Viremos então as atenções para a liga orangina e divisões inferiores. Há pelo menos nestes campeonatos uma forte aposta dos clubes nas suas camadas jovens? Não! Para não variar. O que há é uma cópia do que fazem os grandes portugueses, passa-se a pré época a contratar jogadores de tudo o que é clube vizinho. Chamaria-lhe mesmo mercado internacional das pequenas equipas portuguesas.

Numa altura em que se diz que estamos em crise as consequências para o futebol português vão continuar a ser as mesmas dos últimos anos mas ainda mais agravadas. Iremos ter mais clubes a falirem, a falhar no pagamento dos salários e a enterrarem-se financeiramente e vamos continuar a projectar para o futebol internacional 1/3 dos jogadores portugueses que poderíamos projectar porque 90% dos miúdos quando chegam ao escalão sénior já não servem para o clube que representam. Muitos possuidores de grande talento e com boa margem de progressão.

Vou concluir reafirmando o que disse. Não sou contra a aquisição de estrangeiros, alguns fazem muita falta no nosso campeonato. Contudo, é preciso potencializar o futebol português, apostar de uma maneira muito mais forte nos nossos jogadores e só depois procurar lá fora caso seja necessário. Assim teríamos muitos mais portugueses no futebol mundial e uma selecção nacional muito mais rica. Em alguns casos diz-se “O que é nacional é bom!”. O futebol é um deles. Tenho dito!

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