Professores, é preciso ter uma paciência às vezes…

Coincidência ou não, tem calhado em conversa com várias pessoas o assunto professores. Ontem, quando falava com o Joca o assunto voltou a cair em questão focado no ponto (desculpem-me a expressão mas acho que não há outra maneira para transmitir a ideia tal e qual como eu quero) “Porque é que alguns professores têm a puta da mania da superioridade?”.

A concluir o meu 14º ano em estudos posso dizer que sempre fui acompanhado por este acontecimento mas nada que se compare a estes últimos dois anos de estudo (primeiros dois de ensino superior) nos quais me vou focar. Aliás, isto acaba por ser um alerta para quem vai entrar neste nível de ensino no próximo ano.

A sério, eu próprio, e quem me conhece bem pode confirmar, que sou daqueles que como se costuma dizer, “vive na paz do senhor” pois é preciso trabalhar muito para me meterem fora de mim (demasiado pacifico em certas alturas até), às vezes bem que me apetecia dizer umas boas verdades a certos docentes, fossem elas ditas em tom de ironia ou não, já ficava consolado.

Será que é por darem aulas num ensino superior? Carreira falhada e despejados para as faculdades? Dá-lhes prazer verem os alunos reprovar? Arrogância de nascença? Só porque têm a faca e o queijo na mão no que respeita aos alunos nada lhes dá o direito de serem assim.

Se estamos a apresentar um trabalho no conjunto dos júris há sempre pelo menos um pronto a prejudicar, é que nem é preciso fazer um estudo estatístico, é certinho e direitinho. Pensamento deles: “Ora bem, defesa de um trabalho, os alunos não podem ripostar ou levam com nota para reprovar por isso bora lá aproveitar a oportunidade de mandar umas boas bocas é que hoje o dia não me está a correr bem e assim sempre posso minimizar os danos”.

Depois soletram durante as aulas ou colocam em exames aquelas palavras que ninguém conhece o seu significado. É que se fossem bem aplicadas tudo bem, não é normal aparecer em exames palavras que não são usadas nas aulas mas se elas se aplicam bem ali a única coisa a fazer é aceitar. O problema é que normalmente nessas situações a probabilidade de serem adequadas ao contexto é quase 0. Mas pronto, para eles tem de ser aquela palavra o que é que se vai fazer? Comer e calar mais uma vez :S

Perguntas de exames que ficam por corrigir? Isto é inadmissível! Hum, se calhar até é compreensível, deve ser excesso de trabalho. Perseguição não pode ser, poucos são os que sabem os nomes dos alunos e que os cumprimentam nos corredores mesmo que os conheçam. Será que lhes disseram que era proibido cumprimentar os alunos nos corredores? Alguma regra de praxe no tempo deles? Deve ser isso. Voltando aos exames, reforço que perseguição não deve ser porque eles não iriam prejudicar um aluno que não gostem ou porque o acham feio, arrogante ou porque não gostam da maneira de se vestir dele uma vez que nem os nomes ou números dos alunos sabem.

Outro aspecto interessante é o “não explico mas mato”, ou seja, regra ou principio daqueles excelentíssimos indivíduos que quando não dão aulas até são boas pessoas mas que durante as aulas não explicam a matéria e se um aluno tiver uma dúvida como é que ele reage? Assim: “O quê? Não sabes isso? Para que é que estás a frequentar esta cadeira?” isto de uma maneira “hardcore”, mas também temos a maneira “soft” para quando eles estão mais cansados e não se querem levantar da cadeira: “Isso está nos acetatos que disponibilizei de forma bastante explicita, lê-os!”, até pode estar lá a matéria mas de certeza que só está clara para quem já leu e ouviu aquilo várias vezes.

Numa altura em que eu sinceramente vejo os professores do ensino básico e secundário como umas vitimas porque alguns alunos hoje em dia abusam, ameaçam e alguns até batem neles se for preciso e no entanto, à custa do governo que temos eles nem podem reagir, no nível acima não fazia mal a certos professores levarem umas boas marradas para entrarem nos eixos do que deve ser o ensino. Sempre fui da opinião que um principio fundamental para o sucesso no ensino(e quando digo sucesso falo de verdadeiro sucesso conseguido com trabalho e aplicação de ambas as partes e não daquele tipo de sucesso em que entra o facilitismo para alterar as estaticistas que dizem respeito ao ensino do país) é o respeito mútuo entre professores e alunos mas como podem ver, em nenhum dos casos isso acontece, a balança tomba sempre para um dos lados seja ele qual for.

Termino assim a minha critica que já vai demasiado alongada com um pedido de desculpa aos outros professores e alunos que não entram neste contexto, porque também não é menos verdade que existem alunos que respeitam os seus professores e do outro lado docentes de grande qualidade extremamente dedicados e sempre prontos a ajudar os alunos a ultrapassarem os seus obstáculos. Tenho dito.

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