O tempo, a vida e a dor.

O tempo passa sem nós darmos por ele. Parece que quanto mais velhos mais depressa ele corre. Ai o tempo! Um artefacto que nem sempre tem o melhor aproveitamento da nossa parte e isso às vezes traz consequências. O tempo é vida. A vida é feita de momentos bons e maus.

Os bons são para mais tarde recordar porque afinal sempre se diz e bem que recordar é viver. Já os maus, os maus… esses servem muitas vezes para compreendermos o que não compreendíamos antes, para nos interrogarmos sobre o que é a nossa vida e o pior de tudo, para sofrermos. Se momentos destes são ultrapassados sem consequências e ainda tiramos algo de positivo deles quando tudo acaba bem, óptimo!

Se por outro lado são alturas pura e simplesmente (simplesmente como quem diz) de dor e agonia a história é outra. A vida é outra! Perdas terríveis que deixam vazios dentro de nós que nunca serão colmatados. Cada um é como é e ninguém é substituível por ninguém. Tristes dias os destes momentos, porque a partir dali vai sempre faltar qualquer coisa. Momentos que outrora foram banais agora que já não se vão repetir mais chega-se à conclusão que não eram banais nem descartáveis mas únicos.

Triste fado? Sem dúvida, principalmente quando tudo corre contra nós. Triste vida? Diria antes triste tempo que infelizmente para muitos não pode ser manipulado. Repito! A vida é feita de momentos bons e maus. O que não acrescentei previamente foi que alguns são previsíveis e facilmente controlados enquanto que outros são impensáveis. De tal forma imprevisíveis que na maioria dos casos nem a capacidade mais extraordinária de previsão dos acontecimentos nem a maior intuição podem ajudar.
É um dado adquirido. O ser humano tem momentos que não consegue prever, controlar ou sequer imaginar para o seu próprio bem… e mal. Depois deles acontecerem é sempre tudo muito fácil, e fala-se muito bem mas é DEPOIS.

Concluo com um até logo à dor e ao sofrimento! Porque ambos existem, estão presentes neste mundo e podem voltar a surgir nas nossas vidas em qualquer altura. Mas até lá, que venha a alegria, a felicidade, os sorrisos e os bons momentos que os que ainda cá estão nos podem proporcionar. Não é possível preencher os vazios que ficam nos nossos corações mas há sempre espaço para acrescentar mais alguém no vermelhinho.

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